Atendendo a pedidos, venho esclarecer que:
Concordo que muita coisa é veiculada sobre esta gripe, inclusive indiscriminadamente.
Já ouvi dizer que é pandemia, letal, maior terrorismo.....
Mas já ouvi também que é uma gripe comum, que não pega pessoas normais e se cura faculmente como qualquer outra.
Inclusive que o Tamiflu é palhaçada, que é tipo um Benegripe e que a gripe é curável como a comum.
Mas eu sou o tipo de pessoa que quer se prevenir e prevenir os amigos.
Não quero participar de nenhuma campanha terrorista.
Vídeos como os postados abaixo existem. E existem outros.
Só posto aqui e envio porque acho interessante, porque acredito que o ser humano, em nome da ganância, é capaz disso e de muito mais. Acredito também que meus amigos vão querer saber disso tudo, mesmo que seja mentira...
São assuntos que não podemos ignorar, não é?
Mas sei lá.... espero que seja tudo terrorismo mesmo e que logo esta gripe passe, como passou a aviária... heheheh
Abraços a todos os leitores!!
Aqui tem de tudo um pouco.... Esse cantinho também pode ser seu. Aconchegue-se e divirta-se!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Esclarecimentos e a Gripe Suína
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Bella Beloca
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TAMIFLU = VENENO - A verdade por detrás da gripe suína
Nunca aceitemos nos manter em um estado de paranóia sufocador, mas cuidemos de nós e de nossas famílias.
Tenhamos em mente as medidas de prevenção.
Estão jogando conosco, com a nossa saúde e com a saúde das crianças.
ASSISTA ANTES QUE TIREM DO AR.
Sabia que o vírus da gripe das aves foi descoberto há mais de 10 anos, no Vietnã?
Sabia que desde então morreram apenas 100 pessoas EM TODO O MUNDO, EM TODOS ESTES ANOS?
Sabia que os norte-americanos foram os que alertaram sobre a eficácia do TAMIFLU como preventivo?
Sabia que o TAMIFLU apenas alivia alguns sintomas da gripe comum?
Sabia que a sua eficácia perante a gripe comum está questionada por grande parte da comunidade científica?
Sabia que o governo brasileiro divulgou que tem estoque do remédio TAMIFLU para atender a 9 milhões de pessoas?
Sabia que perante um SUPOSTO virus mutante como o H5N1, o TAMIFLU apenas aliviará a doença?
Sabia que o Tamiflu tem efeitos colaterais piores do que os sintomas de uma gripe comum, como por exemplo, problemas neurológicos e psíquicos?
Sabia que quem comercializa o TAMIFLU É O LABORATÓRIO ROCHE? (de origem Suíça, mas cuja fábrica nos EUA é uma das maiores do mundo).
Sabia que quem comprou a patente do TAMIFLU em 1996, foi a GILEAD SCIENCES INC.?
Sabia que o Presidente da GILEAD SCIENCES INC, hoje o seu principal acionista é DONALD RUMSFELD, ex Secretário da Defesa dos EUA?
Sabia que a base do TAMIFLU é o anís estrelado?
Sabia que a ROCHE foi quem ficou com 90% da produção mundial desta planta.?
Sabia que as vendas do TAMIFLU passaram de 254 milhões de dólares em 2004 para 1000 milhões em 2005?
Dá pra imaginar quantos milhões mais pode ganhar a ROCHE nos próximos meses, se continuar o negócio do medo?
Ou seja, o resumo da história é o seguinte:
Os amigos da América decidem que um fármaco como o TAMIFLU é a solução para uma pandemia programada.
Este fármaco não cura nem a gripe comum.
Rumsfeld vende a patente do TAMIFLU à ROCHE e esta lhe paga uma fortuna.
A ROCHE adquire 90% da produção do anís estrelado, base do antivírico. Os governos de todo o mundo se vêem ameaçados por uma pandemia e compram da ROCHE quantidades absurdas do produto.
Estaremos loucos ou somos idiotas?
Tenhamos em mente as medidas de prevenção.
Estão jogando conosco, com a nossa saúde e com a saúde das crianças.
ASSISTA ANTES QUE TIREM DO AR.
Sabia que o vírus da gripe das aves foi descoberto há mais de 10 anos, no Vietnã?
Sabia que desde então morreram apenas 100 pessoas EM TODO O MUNDO, EM TODOS ESTES ANOS?
Sabia que os norte-americanos foram os que alertaram sobre a eficácia do TAMIFLU como preventivo?
Sabia que o TAMIFLU apenas alivia alguns sintomas da gripe comum?
Sabia que a sua eficácia perante a gripe comum está questionada por grande parte da comunidade científica?
Sabia que o governo brasileiro divulgou que tem estoque do remédio TAMIFLU para atender a 9 milhões de pessoas?
Sabia que perante um SUPOSTO virus mutante como o H5N1, o TAMIFLU apenas aliviará a doença?
Sabia que o Tamiflu tem efeitos colaterais piores do que os sintomas de uma gripe comum, como por exemplo, problemas neurológicos e psíquicos?
Sabia que quem comercializa o TAMIFLU É O LABORATÓRIO ROCHE? (de origem Suíça, mas cuja fábrica nos EUA é uma das maiores do mundo).
Sabia que quem comprou a patente do TAMIFLU em 1996, foi a GILEAD SCIENCES INC.?
Sabia que o Presidente da GILEAD SCIENCES INC, hoje o seu principal acionista é DONALD RUMSFELD, ex Secretário da Defesa dos EUA?
Sabia que a base do TAMIFLU é o anís estrelado?
Sabia que a ROCHE foi quem ficou com 90% da produção mundial desta planta.?
Sabia que as vendas do TAMIFLU passaram de 254 milhões de dólares em 2004 para 1000 milhões em 2005?
Dá pra imaginar quantos milhões mais pode ganhar a ROCHE nos próximos meses, se continuar o negócio do medo?
Ou seja, o resumo da história é o seguinte:
Os amigos da América decidem que um fármaco como o TAMIFLU é a solução para uma pandemia programada.
Este fármaco não cura nem a gripe comum.
Rumsfeld vende a patente do TAMIFLU à ROCHE e esta lhe paga uma fortuna.
A ROCHE adquire 90% da produção do anís estrelado, base do antivírico. Os governos de todo o mundo se vêem ameaçados por uma pandemia e compram da ROCHE quantidades absurdas do produto.
Estaremos loucos ou somos idiotas?
O Vírus Influenza A H1N1 - Gripe suína programada e lucro certo
Mais uma bomba e que era de se esperar.
Aliás, acho até que não é novidade, ou surpresa pra ninguém.
O vídeo abaixo é do médico Leonard Horowitz. E esse cara vai acabar morto.
A gripe suína, provocada pelo vírus Influenza A H1N1, foi totalmente programada, com a produção do vírus em laboratório.
Pra que??
Pra aumentar a arrecadação de grana pelas empresas de VACINA.
Ao mesmo tempo em que se produziu o vírus, desenvolveram a vacina.
No vídeo, o médico cita uma empresa específica...
Pra quem já leu sobre as atrocidades que os homens cometem contra o próprio homem, como vacinas abortivas, genocídios e pesquisas médicas invasivas, etc, essa notícia já nem surpreende.
Mas assusta.
ASSISTAM, ANTES QUE TIREM O VÍDEO DO AR.
Assistam até o final.
Indico o livro "Cobaias Humanas: a história secreta do sofrimento provocado em nome da ciência" de Andrew Goliszek, no qual o autor esclarece algumas das diversas experiências médicas a que seres humanos foram submetidos em nome do "avanço" da ciência e as coisas que nos são escondidas na indústria alimentícia para a garantia de lucro.
O livro é fantástico.
Para quem se interessa pelo assunto, recomendo a leitura que é da Editora Ediouro.
Abraços.
Aliás, acho até que não é novidade, ou surpresa pra ninguém.
O vídeo abaixo é do médico Leonard Horowitz. E esse cara vai acabar morto.
A gripe suína, provocada pelo vírus Influenza A H1N1, foi totalmente programada, com a produção do vírus em laboratório.
Pra que??
Pra aumentar a arrecadação de grana pelas empresas de VACINA.
Ao mesmo tempo em que se produziu o vírus, desenvolveram a vacina.
No vídeo, o médico cita uma empresa específica...
Pra quem já leu sobre as atrocidades que os homens cometem contra o próprio homem, como vacinas abortivas, genocídios e pesquisas médicas invasivas, etc, essa notícia já nem surpreende.
Mas assusta.
ASSISTAM, ANTES QUE TIREM O VÍDEO DO AR.
Assistam até o final.
Indico o livro "Cobaias Humanas: a história secreta do sofrimento provocado em nome da ciência" de Andrew Goliszek, no qual o autor esclarece algumas das diversas experiências médicas a que seres humanos foram submetidos em nome do "avanço" da ciência e as coisas que nos são escondidas na indústria alimentícia para a garantia de lucro.
O livro é fantástico.
Para quem se interessa pelo assunto, recomendo a leitura que é da Editora Ediouro.
Abraços.
O peso que a gente leva...
O peso que a gente leva...
Há coisas que quero levar, mas não podem ser levadas
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?
As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu para nada.
É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão.
A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos.. .
Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
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Bella Beloca
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Paradoxo do Nosso Tempo
By George Carlin
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.
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Bella Beloca
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
Mi ardi o ôi
Versão mineirinha do "We are the World"...
Pra rir e chorar... kuakuakuaka!!
Pra rir e chorar... kuakuakuaka!!
terça-feira, 28 de julho de 2009
A Massacrante Felicidade dos Outros
By Martha Medeiros
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: 'Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento'.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.
'Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo'. Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: 'Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento'.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.
'Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo'. Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
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