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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Saio em busca de um Grande Talvez" - "Quem É Você, Alasca?"

Meus comentários sobre o livro "Quem É Você, Alasca?" de John Green, publicado pela editora Martins Fontes.

"Delicioso, empolgante, sensível. Me fez lembrar "As Vantagens de Ser Invisível" pela delicadeza com que trata temas difíceis no universo adolescente, mas que também assombram pessoas de qualquer idade. Tem suas semelhanças com outras obras do autor, mas ainda assim tem suas especificidades, que fazem a narrativa única. Me apaixonei por cada um dos personagens e pelas falas de alguns deles. "Se pararmos de desejar que as coisas perdurem, não iremos sofrer quando elas desmoronarem." Vale muito a pena ler!"

terça-feira, 4 de março de 2014

Como eu fico quando...


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"À Primeira Vista" - Nicholas Sparks

Resenha que fiz para o livro "À Primeira Vista", de Nicholas Sparks, publicado pela Editora Arqueiro.

O Pior...

Nunca leu Sparks? NÃO COMECE COM ESSE LIVRO!
Vou começar justificando o porque do título da resenha.
Amo, amo, amo, as obras de Nicholas Sparks, que é meu autor favorito - já li oito livros e "À Primeira Vista" foi o sétimo. Depois dele, já chorei com "Uma Longa Jornada", que é simplesmente perfeito.
Sparks, ao contrário do que muitos dizem, não apresenta só finais tristes. Isso é calúnia. Há finais felizes em alguns de seus livros, como "Um Porto Seguro", "Um Homem de Sorte", "O Casamento" e "Uma Longa Jornada".
E do que importa o final, se a história é tocante, se vc consegue efetivamente apreender o significado do amor por meio dos personagens? Provas de amor: é disso que são feitos os livros de Sparks, é essa a matéria-prima.
Acontece que "À Primeira Vista" é horrível, sem dúvida, o pior. O autor fala de vários temas, faz uma "salada", criou uma história muito enfadonha, e achei que o livro poderia ter terminado umas 2 vezes antes do fim. Não que ele tivesse que ter um final feliz! Mas que ao menos não tivesse tanta desgraça sem sentido! O protagonista sofre do começo ao final e não se tira, na minha opinião, nenhuma "lição" ou beleza na descrição do sofrimento.
A impressão é que Sparks tinha algum prazo pra cumprir com alguma editora, escreveu qualquer coisa, cheio de amargura e depressão, e publicaram.
Só finalizei a leitura porque era do Sparks e não quis abandonar... mas custei a terminar! Não recomendo como primeiro livro do autor pra não desanimar a ler outros, porque todos os outros sete que li, dão de 1000 a zero nesse.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Uma Reflexão sobre o Presidencialismo

Eu nunca tinha visualizado a situação dessa forma, e achei fantástica a linha de pensamento.
O trecho foi extraído da obra "Elementos de Teoria Geral do Estado" de Dalmo Dallari.

"É curioso verificar que, consciente ou inconscientemente, os constituintes norte-americanos seguiram a orientação de MAQUIAVEL, no tocante ao governo ideal, mais bem estruturado para um equilíbrio permanente. De fato, nos Discursos sobre a Primeira Década delito Lívio (Livro 1, Cap. 2) diz o genial florentino que as três formas de governo, a realeza, a aristocracia e a democracia, têm defeitos insuperáveis. E acrescenta: "Um legislador prudente que conheça esses defeitos fugirá delas, estabelecendo um regime misto que de todas participe, o qual será mais firme e estável; porque numa Constituição em que coexistam a monarquia, a aristocracia e a democracia, cada um desses poderes vigia e contém os abusos dos demais". Ora, sem esforço verifica-se que foi exatamente esse tipo de governo misto que os norte-americanos organizaram: o executivo, como expressão de governo unipessoal, o judiciário, tendo na cúpula um corpo aristocrático, e o legislativo, representando o componente democrático do governo."

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Um Porto Seguro" - Nicholas Sparks

Fiz essa resenha para o livro "Um Porto Seguro", de Nicholas Sparks, publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito. Espero que gostem e se interessem em lê-lo, pois é muito bom! ;)


"Katie, uma mulher misteriosa e frágil, mas que teve que se fazer de forte, para superar obstáculos da vida. Alex, um pai dedicado que escolheu uma pequena e pacata cidade pra criar seus filhos. Ambos reservados e apenas querendo viver suas vidas em paz e buscando um recomeço. Seus caminhos se cruzam, e no desenrolar da história, conheci uma das melhores obras de ficção que já li. Mesmo depois de assistir ao filme (duas vezes), o livro não perdeu em nada o seu encanto. Me emocionei, arrepiei, torci e devorei as páginas com grande entusiasmo.
Sparks se supera. Quem costuma ler suas obras, pode ver a evolução da escrita e a melhora do enredo, em cada livro que ele envia às livrarias. E ele me surpreendeu novamente, pelas descrições cuidadosas de ambientes, situações e sentimentos, sem ser cansativo, e criou uma pintura muito real em minha imaginação. O final é lindo e arrepiante, como eu já disse, mesmo eu sabendo mais ou menos o que aconteceria.
Katie e Alex provam para si mesmos que, para quem ama e acredita na força da vida, recomeçar é não só necessário, mas possível.
Vale muito a pena a leitura. Super recomendado, emocionante!"

Bella.

Veja também o ensaio do ator protagonista do filme Josh Duhamel neste blog!

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Leitor Brasileiro

"O brasileiro não lê
A história de uma frase feita, e uma sugestão para quem insiste em repeti-la
por DANILO VENTICINQUE

O brasileiro não lê. Ao menos é isso que eu tenho escutado. Por obrigação profissional e por obsessão nas horas vagas, costumo conversar muito sobre livros. Com uma frequência incômoda, não importa qual é a formação de quem fala comigo, essa frase se repete. Amigos, taxistas, colegas jornalistas, escritores e até executivos de editoras já me disseram que o brasileiro não lê.

Quando temos dificuldade para entender uma frase, uma boa técnica de aprendizado é repeti-la várias vezes. Um dos meus primeiros professores de inglês me ensinou isso. Nunca pensei que fosse usar esse truque com uma frase em português. Mas, depois de ouvir tantas vezes que o brasileiro não lê, e de discordar tanto dos que dizem isso, resolvi tentar fazer esse exercício. Talvez enfim eu os entenda. Ou talvez eu me faça entender. 


O brasileiro não lê, mas a quantidade de livros produzidos no Brasil só cresceu nos últimos anos. Na pesquisa mais recente da Câmara Brasileira do Livro, a produção anual se aproximava dos 500 milhões de exemplares. Seriam aproximadamente 2,5 livros para cada brasileiro, se o brasileiro lesse. 

O brasileiro não lê, mas o país é o nono maior mercado editorial do mundo, com um faturamento de R$ 6,2 bilhões. Editoras estrangeiras têm desembarcado no país para investir na publicação de livros para os brasileiros que não leem. Uma das primeiras foi a gigante espanhola Planeta, em 2003. Naquela época, imagino, os brasileiros já não liam. Outras editoras vieram depois, no mesmo movimento incompreensível.  O brasileiro não lê, mas desde 2004 o preço médio do livro caiu 40%, descontada a inflação. Entre os motivos para a queda estão o aumento nas tiragens, o lançamento de edições mais populares e a chegada dos livros a um novo público. Um mistério, já que o brasileiro não lê. 

O brasileiro não lê – e os poucos que leem, é claro, são os brasileiros ricos. Mas a coleção de livros de bolso da L&PM, conhecida por suas edições baratas de clássicos da literatura, vendeu mais de 30 milhões de exemplares desde 2002. Com seu sucesso, os livros conquistaram pontos de venda alternativos, como padarias, lojas de conveniência, farmácias e até açougues. As editoras têm feito um esforço irracional para levar seu acervo a mais brasileiros que não leem. Algumas já incluíram livros nos catálogos de venda porta-a-porta de grandes empresas de cosméticos. Não é preciso nem sair de casa para praticar o hábito de não ler.

O brasileiro não lê, mas vez ou outra aparecem best-sellers por aqui. Esse é o nome dado aos autores cujos livros muitos brasileiros compram e, evidentemente, não leem. Uma delas, a carioca Thalita Rebouças, já vendeu mais de um milhão de exemplares. Seus textos são escritos para crianças e adolescentes – que, como todos sabemos, trocaram os livros pelos tablets e só querem saber de games. Outro exemplo é Eduardo Spohr, que se tornou um fenômeno editorial com seus romances de fantasia. Ele é o símbolo de uma geração de novos autores do gênero, que escrevem para centenas de milhares de jovens brasileiros que não leem.

O brasileiro não lê – e, mesmo se lesse, só leria bobagens. Mas, há poucos meses, um poeta estava entre os mais vendidos do país. Em algumas livrarias, a antologia Toda poesia, de Paulo Leminski (1944-1989), chegou ao primeiro lugar. Ultrapassou a trilogia Cinquenta tons de cinza, até então a favorita dos brasileiros (e brasileiras) que não leem. Na pesquisa Retratos da Leitura, divulgada no ano passado, metade dos brasileiros com mais de 5 anos disse não ter lido nenhum livro nos últimos três meses. É compreensível, num país em que há poucas livrarias, as bibliotecas públicas estão abandonadas e 20% das pessoas entre 15 e 49 anos são analfabetas funcionais. Mas há outra metade. São 88,2 milhões de leitores. Alguns se dedicam mais à leitura; outros, provavelmente a maior parte deles, são leitores ocasionais. Há um enorme potencial para crescimento, mas já é um número animador. 

Os brasileiros começaram a ler. Falta começar a mudar o discurso. Em vez de reclamar dos brasileiros que não leem, os brasileiros que leem deveriam se esforçar para espalhar o hábito da leitura. Espalhar clichês pessimistas não vai fazer ninguém abrir um livro. 
Eu poderia ter repetido tudo isso para cada pessoa de quem ouvi a mesma frase feita. Mas resolvi escrever, porque acredito que o brasileiro lê."

Este texto foi publicado na data de hoje (04/06/2013) na Época Online. Foi adaptado e está disponível em: http://revistaepoca.globo.com/cultura/danilo-venticinque/noticia/2013/06/o-brasileiro-nao-le.html

Achei o texto acima muito interessante e quis dividir com os leitores do blog.
E no final das contas, você lê? Meu blog, vejo que sim! Mas e livros? Quantos você lê por ano?
Eu sou uma devoradora! ;)
Boas leituras pra você que lê!

Bella.

terça-feira, 9 de abril de 2013

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"1822" - Laurentino Gomes

Resenha do livro "1822", de Laurentino Gomes, publicado pela Editora Nova Fronteira

"Ainda melhor que o 1808! Ambos são ótimas narrações das minúcias que permeiam dois acontecimentos históricos importantes para o país, mas achei o 1822 ainda mais interessante!
Descreve diversas personagens importantes para o momento histórico e como influenciaram no transcorrer dos fatos que culminaram na separação política entre colônia e metrópole.
Durante as mesmas 350 páginas você consegue admirar, amar, odiar, e querer bem o ícone Dom Pedro I. Tudo isso graças aos detalhes tão bem trabalhados da narrativa de Laurentino Gomes.
Adorei o capítulo final, cujo desfecho tratou de maneira quase poética a relação Brasil/Portugal.
Para quem ama o Brasil e quer entender melhor como se deu a configuração dessa Nação, não somente sob o aspecto territorial e político, mas em todas as suas nuances culturais e sociológicas, 1808 e 1822 são leituras agradáveis e imprescindíveis!"

Bella.

domingo, 22 de julho de 2012

"Minha Vida Com Boris" - Thays Martinez

Resenha para o livro "Minha Vida Com Boris", de Thays Martinez, Editora Globo


"Um livro que conta uma história tocante, repleta de momentos de superação, sendo grande parte deles proporcionados pela companhia do cão Boris.
A história começa muito antes da chegada de Boris na vida de Thays, mas mostra como este ilustre canino fez toda a diferença na vida e na história da autora. Boris ainda participou da vitória na justiça brasileira de um processo que influenciou muitos outros, representando a conquista da sociedade brasileira de mais cidadania para os deficientes visuais.
Para quem é da área jurídica ou não, para os amantes de animais, ou para quem simplesmente curte uma bela história de amizade e companheirismo, "Minha Vida com Boris" emociona e surpreende em todos os sentidos.
Leitura recomendada.
E no aguardo de mais histórias da mesma autora!"


Bella.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Não Leve a Vida Tão a Sério" - Hugh Prather

Resenha de "Não Leve a Vida Tão a Sério", livro de Hugh Prather, publicado pela Editora Sextante


"Qual é a Mágica?


Não há mágica e o autor deixa isso muito claro. Ao contrário de outros livros de autoajuda, "Não Leve a Vida Tão a Sério" não tenta fazer parecer que o mundo é belo e você só não percebeu - ele dá um verdadeiro puxão de orelha, enumera faltas que cometemos e erros de cálculo na forma de encarar os problemas. No fim, se conclui que se a coisa vai mal, a culpa é toda sua mesmo e é necessário assumí-la para que algo mude.
No geral, não gostei do livro, porque só compreendi exatamente onde o autor queria chegar, mais ou menos nos dois últimos capítulos. Na verdade, considero capítulos anteriores bem indispensáveis. Se Hugh Prather tivesse usado todo o espaço pra desenvolver melhor as ideias do final do livro teria sido de melhor proveito. Além disso, não considero que as "Libertações" propostas ajudem, pois é querer colocar todos numa mesma forma.
Gostei de umas tiradas do autor, como a de estabelecer que ser bom e tranquilo é o mais fácil. Seria apenas ficar quieto e deixar/esperar passar, mas como a gente quer ser especial e diferente, assumimos algumas atitudes, que nem sempre trazem paz e harmonia. Ao mesmo tempo, considero complicado para quem tem baixa autoestima e problemas com sentimento de culpa conseguir sair ileso e não se sentindo pior depois dessa leitura que só faz aumentar a culpa.
Por fim, ressalto que foi preciso muita perseverança pra chegar ao final do livro, que em seus meados fica bem chato. Minha insistência pode ter sido por causa do que o autor chama de "ego". Confesso que discordo de Hugh Prather, de que o ego é sempre ruim. Creio que muitas vezes é necessário e colabora com a sobrevivência e, claro, com a leitura de livros que a olho nu são curtos, mas na leitura parecem infinitos. Quem ler entenderá.
Recomendo a leitura para aqueles que querem ver um livro de autoajuda que não é condescendente, mas que até mesmo com certa arrogância, te convida a parar de frescura e resolver suas pendengas."


Bella.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Namore uma garota que lê


Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura



Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.