terça-feira, 27 de novembro de 2012

"1822" - Laurentino Gomes

Resenha do livro "1822", de Laurentino Gomes, publicado pela Editora Nova Fronteira

"Ainda melhor que o 1808! Ambos são ótimas narrações das minúcias que permeiam dois acontecimentos históricos importantes para o país, mas achei o 1822 ainda mais interessante!
Descreve diversas personagens importantes para o momento histórico e como influenciaram no transcorrer dos fatos que culminaram na separação política entre colônia e metrópole.
Durante as mesmas 350 páginas você consegue admirar, amar, odiar, e querer bem o ícone Dom Pedro I. Tudo isso graças aos detalhes tão bem trabalhados da narrativa de Laurentino Gomes.
Adorei o capítulo final, cujo desfecho tratou de maneira quase poética a relação Brasil/Portugal.
Para quem ama o Brasil e quer entender melhor como se deu a configuração dessa Nação, não somente sob o aspecto territorial e político, mas em todas as suas nuances culturais e sociológicas, 1808 e 1822 são leituras agradáveis e imprescindíveis!"

Bella.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Felicidade com virtude

Frei Nilo Agostini OFM
Autor de "Ética: diálogo e compromisso" pela FTD

A busca do bem, o cultivo da virtude e o serviço à comunidade foram os primeiros passos do pensar sobre a ética. Segundo o filósofo grego Aristóteles, o objetivo maior que desejamos é sempre uma vida boa e feliz. Esta felicidade não é encontrada nas riquezas e honrarias, mas na busca do bem perfeito. Porém, para que a felicidade dure, é necessário cultivá-la nas virtudes, num domínio das paixões e numa relação equilibrada e amável com as pessoas na sociedade. Segundo Aristóteles, as virtudes podem ser intelectuais ou de caráter. A principal virtude intelectual é a prudência. O que alimenta as virtudes de caráter é a ética.

FONTE: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus. Editora Vozes, 2012.

domingo, 18 de novembro de 2012

Cuide de você!

Uma frase que escutei certa vez e que me marcou muito foi: "Você foi a primeira pessoa que Deus te deu pra cuidar, proteger. Portanto, cuide de você, faça o melhor por você mesmo."
A vida muitas vezes vem atropelando a gente. Tudo acontece de repente, ou devagar demais. Meu homeopata disse que tudo que é muito lento se assemelha à morte e, por isso, faz mal à saúde. Eu preferi traduzir isso como um "dá ansiedade", e daí pra diante, só Deus sabe o que você passa, afinal de contas, quer algo mais destrutivo que a ansiedade? Taquicardia, insônia, má digestão, dor de cabeça, obesidade, UI! É tanta coisa ruim que a ansiedade acarreta, que nem é bom ficar pensando muito...
De futuras coisas boas, ou de medo de que coisas ruins aconteçam, a ansiedade é a grande vilã dos dias atuais e tem sido o Grande Monstro contra o qual temos que lutar com todas as armas. E tem que ser na base da grande máxima de Jesus: "Vigiai e orai... o inimigo está à espreita". Não importa como, mas se vire! Você precisa cuidar de você, caso contrário, sua saúde vai pro "beleléu"!
Descubra o que te faz feliz e SE DÊ AO DIREITO. É preciso, é necessário, é por você. Tem horas, que é você mesmo que tem que dizer: "Basta! Agora eu vou cuidar de mim!", e pare tudo, porque senão, ninguém cuida, ninguém pára, ninguém nem percebe que o limite chegou. Nem você! Preste atenção em você, criatura!...
E se dê uma colher de chá.

E tem coisa que faz falta... mas isso é assunto pra outro post.

Bella.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

E agora Obama?

Por Bruno Borges

A campanha de reeleição do Presidente Obama funcionou com um relógio preciso. Quando os resultados começaram a chegar, eles mostraram que a estratégia democrata funcionou perfeitamente, ganhando onde era necessário, na maior parte das vezes, por muito pouco. Foi uma vitória decisiva, mas apertada. Os EUA emergem dessas eleições mais tolerantes, mais diversos, mas bastante divididos. Isso era esperado: Obama foi o primeiro presidente, desde Roosevelt na década de 1930, a ser eleito enfrentando uma taxa de desemprego de 7,9%. Foi um voto de confiança e, principalmente, de reafirmação: as políticas de estímulo, assim como a grande reforma do sistema de saúde foram ratificadas e tiveram um apoio popular fundamental.

Os desafios são muitos, já que os EUA ainda estão longe de uma resolução efetiva da crise financeira de 2008 e de seu papel global declinante na década passada. Mas o maior desafio dos EUA daqui para frente é político: é preciso superar o rancor, o ressentimento e o revanchismo para que haja alguma forma de diálogo. Isso é indispensável para um sistema político que só pode funcionar a partir de um consenso básico entre forças partidárias sobre as principais questões em jogo. Os republicanos tiveram quatro anos para travar qualquer possibilidade de resolução de problemas. Seu tempo e viabilidade eleitoral parecem ter-se esgotado. Resta saber se perceberão isso a tempo ou se caminharão para tragédias eleitorais sucessivas. 

Quanto aos problemas internacionais, Obama deve navegar por uma combinação de fatores internos e desafios do sistema internacional. Os últimos quatro anos foram, forçosamente, um realinhamento das prioridades da política externa norte-americana sem mais espaço para manter o unilateralismo. Essa condição continua e é cada vez mais acentuada pela emergência de atores que não podem ser ignorados. Esse mundo mais multilateral pode ser mais perigoso, mas as bases estabelecidas por Obama parecem sólidas para um segundo mandato. Não podemos nos esquecer, no entanto, de que Guantánamo continua aberta e de que o governo norte-americano ainda comete abusos sistemáticos ao lutar guerras secretas e usar instrumentos de morte remota. 

A extensão do que Obama poderá fazer nos próximos anos ainda é uma incógnita, mas uma coisa é certa: a mudança global está em marcha e a crise continua. Como diria Pessoa, “navegar é preciso, viver é impreciso”.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

02 de Novembro - Dia dos Finados

Carta do Padre Reginaldo Manzotti aos que recebem seu Boletim Semanal via email, por ocasião do dia 02 de novembro.

"Filhos e filhas,
Nesta sexta-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, celebramos a festa cristã que recorda  todos aqueles que faleceram. Ela é chamada também de festa da esperança. Isso, porque, nós, católicos, acreditamos na ressurreição e temos a certeza de que Jesus prepara um lugar para todos na eternidade, como nos diz São João: "Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês" (Jo 14,2).
E é sob essa perspectiva, da ressurreição, que devemos encarar a morte. Ao lembrarmo-nos dos familiares e amigos que já faleceram, devemos sempre fazer aquela belíssima oração: "Dai-lhes Senhor o descanso eterno, e que a Luz Perpétua os ilumine".
Nossos entes queridos falecidos estão na Luz Perpétua e essa verdade nos consola. O que muitas vezes nos faz sofrer é a perda, é o não conviver mais com aquela pessoa querida. E é justamente sobre este esse assunto que eu dediquei o último capítulo do meu primeiro livro de orientação "10 Respostas que vão mudar sua vida", intitulado: "Como encarar a morte e superar a dor do luto?". Foram muitos os testemunhos que já ouvi de perdas superadas. E é possível superar a perda, porque em Deus tudo é possível!
Termino o boletim de hoje pedindo que participem desta festa da esperança em profunda oração pelos seus entes queridos falecidos. 
Deus abençoe você e sua família!
Padre Reginaldo Manzotti"

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que é a Santidade? O que é ser santo?

Muitos, pra não dizer a grande maioria, são equivocados e deturpam a concepção de santidade. Prefiro a tradução “sede santos” que a “sede perfeitos”. Segundo o Aurélio, perfeição significa total, completo; e santidade é definido como virtuoso. Virtude é disposição para a prática do bem, força moral. Portanto, santidade pode ser traduzida por virtudes.

O homem santo é o homem virtuoso e não perfeito. Somos chamados a sermos virtuosos e não a sermos perfeitos. A perfeição virá como conseqüência da vida virtuosa. Encontramos em 1Pd 1,15 o seguinte: “A exemplo da santidade daquele que vos chamou sede também vós santos em todas as vossas ações”. Descendo para a prática cotidiana,santidade é relação humana pautada nas virtudes de uma convivência calorosa e fraterna.

Então, quem é o santo? Santo é aquele que se humaniza e tem como finalidade de suas ações  a humanização do outro. Parece estranho dizer que o ser humano precisa humanizar-se, mas é isso mesmo, o ser humano descaracterizou-se, perdeu a sensibilidade, embruteceu-se, perdendo o senso do bem e do mal. Santidade é pautar todas as ações nos princípios evangélicos. Princípios evangélicos são valores éticos e morais. Aquilo que a ética e a moral ensinam está contido nos valores evangélicos.

Concretizando mais ainda a santidade nas seguintes virtudes: amor uns pelos outros, no sentido de bem-querer; o zelo pela paz, paz não como ausência de conflitos, mas condição de vida; partilha das condições básicas para se ter uma vida digna; amizade universal; respeito entre marido e mulher, pais e filhos; imunizar-se contra as drogas lícitas e ilícitas; prezar pela honestidade e zelar pela honra.

Um dos caminhos para a santidade é uma espiritualidade centrada na pessoa de Jesus, na sintonia com o Espírito Santo. Sem vida de oração que mergulha no coração de Jesus é difícil ser santo. Santidade é ser Marta e Maria. Saber estar aos pés do Mestre numa intimidade com sua pessoa e agir ao mesmo tempo na história para transformar a realidade, para que essa realidade se pareça com o sonho Deus, o Paraíso. 

FONTE: Renovação Carismática Católica de Tocantins. Disponível em: http://rccto.org.br/noticia/sede-santos-como-o-vosso-pai-do-ceu-e-santo-_-por-pe-vanilson/1454