quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quem é o seu amante?

 Quem é o seu amante?
(Jorge Bucay - Psicólogo)
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente,
são essas últimas que vêm ao meu consultório,
para me contarem que estão tristes. Ou que apresentam sintomas típicos de insônia,
apatia,
pessimismo,
crises de choro,
dores e etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas,
que trabalham apenas para sobreviver
e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:"depressão",
além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim,
após escutá-las atentamente, 
eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; 
digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!”

Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Para aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:

"AMANTE" é aquilo que nos "apaixona",
é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso "AMANTE" é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro,
mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura,
na música,
na política,
no esporte,
no trabalho,
na necessidade de transcender espiritualmente.
Na boa mesa,
no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....

Enfim,
é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar a vida"
e nos afasta do triste destino de "ir levando"...

E o que é "ir levando"?

“Ir levando” é ter medo de viver.

É o vigiar a forma como os outros vivem,
é o se deixar dominar pela pressão,
perambular por consultórios médicos,
tomar remédios multicoloridos,
afastar-se do que é gratificante,
observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra,
é se aborrecer com o calor ou com o frio,
com a umidade, com o Sol ou com a chuva.

“Ir levando” é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando".

Procure um amante,
seja também um amante
e um protagonista
DA SUA VIDA!


Acredite:

O trágico não é morrer,
afinal a morte tem boa memória,
e nunca se esqueceu de ninguém.

O trágico é desistir de viver...

Por isso,
e sem mais delongas,
procure um amante ...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Disputa pelas vagas da representação brasileira no Parlasul


Disputa pelo Mercosul
03/11/10
As 19 novas vagas da representação brasileira no parlamento do Mercosul já mobilizam deputados e senadores. Para fazer a distribuição das cadeiras — criadas com a mudança de critério para a participação dos países que integram o bloco —, o Congresso aprovará, até dezembro, nova resolução indicando como Câmara e Senado dividirão as vagas extras. Atualmente, o Brasil é representado no parlamento do Mercosul por 18 deputados e senadores. Mas representantes dos governos que integram o bloco entenderam que a participação deveria seguir critério de proporcionalidade do número de habitantes de cada país. Assim, o Brasil terá maioria, com direito a 37 cadeiras no Parlasul, superando o número de parlamentares da Argentina (26), do Uruguai (18) e do Paraguai (18). A Venezuela participa informalmente do parlamento, mas não tem direito a voto. Para a inclusão do país é necessário o aval do Paraguai.
Depois da eleição da Mesa Diretora e da composição das comissões da Câmara e do Senado, o Congresso indicará os 37 novos representantes do Brasil para o Parlasul. O preenchimento das cadeiras é feito levando em conta o critério de proporcionalidade partidária. Na Câmara, o bloco com maior número de deputados — em tese o grupo formado pelo PT e PMDB — terá direito de indicar até quatro representantes. No Senado, o PMDB será o partido detentor de mais cadeiras no parlamento do Mercosul. “A bancada de 37 vale para 2011. Mas para ter essa divisão de vagas, o Congresso tem que aprovar uma resolução”, afirma o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), membro do Parlasul.
Concurso
Integrantes do bloco planejam para 2012 a realização de eleição direta para escolher os parlamentares da câmara internacional. A ideia é que os eleitores votem, durante o pleito que selecionará prefeitos e vereadores, nos parlamentares que os representação no Mercosul. A eleição direta para o parlamento do bloco poderá dar direito aos representantes de manter gabinete internacional. Atualmente, os oito deputados e oito senadores que dividem o tempo entre o parlamento brasileiro e o internacional não têm estrutura de representação. As passagens e as hospedagens usadas para que os parlamentares participem dos encontros internacionais são pagas pelo Congresso. Dr. Rosinha afirma que o objetivo do parlamento do Mercosul é monitorar as políticas de direitos humanos dos países do bloco. “Nós temos competência para acompanhar as negociações do Mercosul e dar informes de direitos humanos. Como deputado brasileiro, não posso entrar em qualquer país do bloco e meter o dedo na política de direitos humanos, mas, como representante do Mercosul, eu posso. Recentemente, também foi criado um tribunal de justiça para o Mercosul.”
Atualmente, o parlamento do Mercosul tem orçamento de US$ 1 milhão anual, utilizado para manter a sede em Montevidéu, Uruguai. O montante é dividido entre os quatro países. Cada um paga US$ 250 mil para manter a casa internacional. Dr. Rosinha apresentou projeto de lei para realizar concurso público para contratar cerca de 100 servidores para assessorar os parlamentares brasileiros no Mercosul. A proposta ainda está em análise na Câmara. (JJ)

Casa

Gosto muito da palavra casa. Ela evoca intimidade. Lembra sala, quarto, varanda, mesa refeição, festa de aniversário, natal, mãe, pai, avós.
Há os armários com roupas lavadas, passadas e dobradas, cheirando a lavanda. Há a mesa da sala de comer quase sempre posta. Há o aparador com sopeira fumegando, strogonoff de frango, arroz soltinho e musse de maracujá.
Casa lembra cozinha com uma mesinha, uma travessa de cocadas e outra cuca de banana e sempre o perfume de café fresco.
Evoca reunião de pessoas que se estimam, que gostam de estar umas com as outras.
Há a área de casa onde se lava a roupa, se engraxam os sapatos.
Gosto de casa com gerânios nas janelas.
E no canto da sala, uma imagem de Jesus e de São José, chefe da Sagrada Família.
Casa não pode ser pensão, nem hotel.
Casa tem que ser casa.

Texto de Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM. Petrópolis/RJ
Fonte: Folhinha do sagrado Coração de Jesus - Ed. Vozes.

Segundo Episódio da Sétima Temporada de HOUSE!

A sétima temporada de House estreou em 28 de outubro no Universal Channel, mas os fãs já estão ansiosos pelo que vem por aí. Para matar um pouco da curiosidade, divulgamos fotos de algumas cenas do segundo episódio, “Egoísta”, que vai ao ar na quinta-feira, 4 de novembro. Na trama, o médico rabugento precisa exercitar seu lado humano ao lidar com um paciente idoso e os pais de uma adolescente internada com uma doença misteriosa. Confira:


Qual será o resultado dos exames?


Será que House terá paciência para lidar com os idosos?


Foreman e Taub conversam com os pais da adolescente doente.

Você acha que House conseguirá ser mais humano?

Capa da Veja de hoje

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Adiamento - Fernando Pessoa

Lindo poema do meu divo, Fernando Pessoa.
Não acho que se trate de preguiça, mas de uma indiposição explicável por alguma circunstância infeliz.
À leitura.

Bella.

   ADIAMENTO


   Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...  
   Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,  
   E assim será possível; mas hoje não...  
   Não, hoje nada; hoje não posso.  
   A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,  
   O sono da minha vida real, intercalado,  
   O cansaço antecipado e infinito,  
   Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...  
   Esta espécie de alma...  
   Só depois de amanhã...  
   Hoje quero preparar-me,  
   Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...  
   Ele é que é decisivo.  
   Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...  
   Amanhã é o dia dos planos.  
   Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo;  
   Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...  
   Tenho vontade de chorar,  
   Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...  
  
   Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.  
   Só depois de amanhã...  
   Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.  
   Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...  
   Depois de amanhã serei outro,  
   A minha vida triunfar-se-á,  
   Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático  
   Serão convocadas por um edital...  
   Mas por um edital de amanhã...  
   Hoje quero dormir, redigirei amanhã...  
   Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?  
   Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,  
   Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...  
   Antes, não...  
   Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.  
   Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.  
   Só depois de amanhã...  
   Tenho sono como o frio de um cão vadio.  
   Tenho muito sono.  
   Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...  
   Sim, talvez só depois de amanhã...  
  
   O porvir...  
   Sim, o porvir...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Intimidade: Prós-e-contras

As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor míngua, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade.
Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um.
Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final. Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.
Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada. Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de um palavra no plural sem que a sua cotação desabe.
Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia. Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz.
O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são.
A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto.
Sedução x segurança: que vença o melhor.

Texto de Martha Medeiros